quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Na casa de um grande Mestre

...12 de agosto de 2009.
ARTENa casa de um grande mestreROSA MARIA DE OLIVEIRA, OU MELHOR, AIRA MASOR, IRÁ EXPOR NA SEMANA DE PORTINARIA artista plástica Rosa Maria de Oliveira, ou Aira Masor, seu nome artístico, deverá expor pela segunda vez na Semana de Portinari, de 15 a 23 de agosto, em Brodowski, São Paulo, cidade natal do renomado artista. A joinvilense foi convidada para participar do evento, pela primeira vez, no ano passado. “Quando fui visitar o Museu Portinari me emocionei ao ver como ele fazia as coisas. Me viram chorando, perguntaram o que eu tinha e eu disse que também era artista, por isso estava emocionada”, recorda.A visita ocorreu em junho e logo em agosto Aira já tinha um quadro seu no evento. “Fui pra casa e retratei o museu, mas com o barro vermelho das obras de Portinari, sem o calçamento que hoje tem lá”, conta.Para participar, Aira não precisou pagar nada. Também não ganha nenhum tipo de remuneração. Em compensação, recebeu um prêmio chamado “Lírio da Cidade”, por ter vindo de longe. Além disso, como todos os expositores, recebeu uma medalha, certificado e a avaliação de críticos de arte de São Paulo.A paixão por Portinari surgiu junto com o próprio amor pela arte. “Acho que a gente deve valorizar aqueles que morrem pela arte, e foi assim que ele morreu, intoxicado pela tinta”, explica. Segundo ela, é uma paixão de artista para artista.Este ano, Aira recebeu um convite por carta feito pela organização. Dessa vez, vai participar com dois quadros: “O Ipê Amarelo”, em homenagem a Joinville, e “A Fé Remove Montanhas”, retratando o seu estado de espírito e história de vida.
Este ano, Aira recebeu um convite por carta feito pela organização. Dessa vez, vai participar com dois quadros: “O Ipê Amarelo”, em homenagem a Joinville, e “A Fé Remove Montanhas”, retratando o seu estado de espírito e história de vida.No ano passado, Aira foi a única artista plástica do Sul do País a expor. O evento reúne obras de artistas de todo o Brasil já cadastrados nos registros do Museu. Qualquer interessado também pode mandar sua obra que ela será exposta, sem nenhum tipo de avaliação prévia. Para este ano, o prazo já terminou. Os visitantes que se interessarem por adquirir alguma das obras expostas, devem entrar em contato diretamente com o artista.Foi em 2002 que a tragédia deu lugar à arte na vida de Aira. A morte do filho de 23 anos fez surgir nela um espírito artístico, já presente no artesanato que confeccionava. No momento difícil, resolveu expressar nas telas os sentimentos e, para isso, passou a estudar história da arte e fazer workshops. Foi num deles, em São Paulo, que a joinvilense firmou-se como artista e, do avesso do seu próprio nome, encontrou o eu artístico dela. Passou a assinar, em suas obras, como Aira Masor.A joinvilense que sempre expõe com as alunas da casa da Cultura também é ceramista.
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